Sunday, September 21, 2008

Douro meu

Fotografia: David Molina

O meu primeiro texto poético(não chamaria poema ainda) foi escrito na escola primária, dedicada a este lugar recôndito do Norte de Portugal. Voltei lá. E apaixonei-me de novo como se visse tudo pela primeira vez.
Setembro 2008

Mundo nostrum

Estanha sensação de ansiedade. Diziam que era "depois", depois que a vida a sério ia começar.de frente para o mar, todo um horizonte indelével por descobrir, águas que nos levam, nos levam para onde queremos ir, e também para onde não queremos ir, embora nunca vamos saber isso a priori, quando iniciamos a viagem. No peito, a liberdade começa a entranhar-se nos olhos, nas mãos, quer sair a voar, mas ainda não pode. Tantos constrangimentos, tantos bloqueios, tanta falta de romantismo. Às vezes,muitas até, seria mais fácil passar o dia a escrever sobre coisa nenhuma, sobre o que nem os jornais nem a rádio, nem televisão contam. Seria preferível viver no mundo fantástico do Garcia Llorca, ou em cima de um dos cavalos surrealistas de Dali.

Começar a ser grande doi, cansa. O real não é assim tão bonito. Estou cansada de espreitar por detrás de uma kodak e tentar captar o mais bonito de uma manifestação sobre a precaridade . Estou cansada desse efeito de ilusão (tromped'oeil)

(reflexões sobre o muito tempo sem escrever no blog)